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Eurogrupo reuniu ontem no Luxemburgo e, de novo, esta manhã. Jean-Claude Juncker (à esquerda) com Olli Rehn no domingo Governos da zona euro satisfeitos com aplicação do programa de ajustamento português

Economista foi assessor de Mário Soares e Jorge Sampaio

Ferreira do Amaral defende uso do dinheiro da troika para preparação imediata da saída do euro

20.06.2011 - 12:49 Por PÚBLICO

 (Miguel Madeira (arquivo))
Portugal deveria utilizar o dinheiro da troika para preparar uma saída ordenada do euro, defende o economista João Ferreira do Amaral, da área do Partido Socialista.

Ferreira do Amaral considera que ou a zona euro muda muito o seu funcionamento, ou teremos “mais cedo ou mais tarde de sair”, e apostaria neste último cenário, para o qual pensa que nos devemos começar já a “preparar para isso”, para “quando acontecer, o fazermos de foram ordenada”, diz numa entrevista publicada hoje no Diário de Notícias.

Este economista, professor no ISEG e assessor dos antigos presidentes da República Mário Soares e Jorge Sampaio para a área económica, aquele cenário é visto como quase inevitável porque “já passámos o ponto” em que as políticas excepcionais dentro da zona euro que permitiriam um apoio mais selectivo ao sector exportador pudessem dar efeito: “Essas políticas já não serão suficientes para inverter o curso dos acontecimentos.”

“Deixámos apodrecer a nossa situação e já nos estão a impor juros de 12 por cento que só não estamos a pagar porque temos o crédito da troika”, cujo plano para Portugal critica porque “não irá dar resultado ao nível do crescimento”.

Por isso, pensa ser melhor prepara já a saída, em vez de “deixar apodrecer a situação até constatarmos, daqui a uns quatro ou cinco anos, que a única saída possível é péssima: fazer tudo de forma precipitada”. A ideia é permitir que a economia nacional volte a crescer com base nas exportações.

Ferreira do Amaral não fala de uma eventual reestruturação da dívida do país e traça um cenário em que a dívida nacional continuaria denominada em euros mesmo após o país abandonar esta moeda, o que significaria que o país precisaria de um empréstimo de cerca de 30 por cento do PIB (à volta de 50 mil milhões a 60 mil milhões de euros) para cobrir a desvalorização cambial da ordem dos 30 por cento que a moeda deveria sofrer, na sua estimativa.

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Será k

Ou estará o sº doutor a promover uma Albanização , a inflação depararia para 30 % ou mais ao ano,a ...

Manuel Leitao

20.06.2011 15:14