“O Governo tem muito mais credibilidade” que o grego, segundo o responsável pela análise da dívida pública dos países
(José Manuel Ribeiro/ Reuters)A situação de Portugal é “menos séria” do que a da Grécia porque o Governo tem história de redução do défice e o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) “é significativamente melhor que o da Grécia”, afirmou hoje o director da agência de avaliação de risco (rating) de crédito Fitch.
“O Governo tem muito mais credibilidade. Tomou uma série de medidas reduzindo o défice antes de a crise eclodir”, disse o responsável da agência de rating que lidera a equipa de análise da Fitch à dívida pública dos países.
“A credibilidade do plano do Governo [PEC] é significativamente melhor que o da Grécia”, justificou ainda Brian Coulton, em entrevista telefónica dada à Bloomberg.
Quanto à Grécia, Brian Coulton acrescentou que o programa de ajuda a três anos (que poderá valer até 120 mil milhões de euros) deve chegar para resolver as necessidades de financiamento imediatas da Grécia e ajudar o país a manter o rating atribuído pela Fitch, que está um nível acima de junk, o pior possível.
“É praticamente o melhor que se consegue, mas esperamos que o apoio externo esteja próximo”, afirmou o responsável.
“Nós acreditamos que o pacote de apoio à Grécia está a chegar e que vai permitir à Grécia ultrapassar as pressões quanto à sua liquidez a curto prazo”, disse.
Depois de na terça-feira a Standard & Poor’s cortar o rating da Grécia para junk, na quinta-feira à noite foi a vez de a Moody's se pronunciar, dizendo que mantém a avaliação que faz da dívida de Atenas nesta altura de confusão nos mercados, mas que é “provável” que este seja alvo de um corte de mais de um nível.



