Lagarde diz ser urgente um esforço para conter a crise na zona euro
(Foto: John Thys/AFP)O Fundo Monetário Internacional (FMI) deverá propor um aumento dos seus recursos para empréstimos internacionais para um bilião (milhões de milhões) de dólares, aumentando o seu “poder de fogo” para assistir a crise na zona euro, avança a agência de financeira Bloomberg.
Segundo uma fonte do G20 citada pela Bloomberg, que a agência não identifica, a instituição liderada por Christine Lagarde quer que a China, o Brasil, a Rússia, a Índia, o Japão e países exportadores de petróleo aumentem as suas contribuições para o fundo de forma a expandir os seus recursos para empréstimos.
A informação foi avançada depois de o FMI ter emitido, ontem, um comunicado onde Lagarde confirmava que o conselho de administração do fundo discutiu um aumento dos recursos do fundo, que permitiu avaliar “se são suficientes para o FMI cumprir o seu mandato e desempenhar de forma plena e construtiva o seu papel para a estabilidade global”.
“Na sequência dos pedidos dos nossos membros, no ano passado, ao comité monetário e financeiro internacional e com o apoio dos líderes do G20 na cimeira de Cannes, as discussões de hoje [ontem] foram um passo importante”, referia ainda Lagarde.
Para a directora-geral do FMI, um reforço dos fundos da instituição – quando actualmente o seu “poder de fogo” para a concessão de empréstimos é de 385 mil milhões de dólares (302 mil milhões de euros) – surge da “urgência dos esforços colectivos para conter a crise da dívida na zona euro e para proteger as economias em todo o mundo”.
A notícia de que o FMI estuda um aumento de fundos para um bilião de dólares (786 mil milhões de euros), valor não referido por Lagarde, estimulou alguns ganhos nas bolsas europeias, embora as praças de Lisboa, Paris e Bruxelas continuassem em terreno negativo minutos depois das 13h20.



