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Declarações de vice-presidente em Xangai

FMI nega existência de guerra de moedas

18.10.2010 - 16:50 Por Lusa

O vice-director geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), John Lipsky, negou hoje que esteja a acontecer uma guerra de divisas, apesar das baixas taxas de juro praticadas nas economias mais desenvolvidas.

Lipsky fez estas declarações após a reunião entre o FMI e os governadores de alguns bancos centrais, que aconteceu hoje em Xangai e onde foram discutidas formas de ultrapassar a crise mundial.

O encontro foi presidido pelo director geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, e pelo governador do banco central chinês, Zhou Xiaochuan, que, no entanto, não compareceram na conferência de imprensa.

“Praticamente todas as economias desenvolvidas estão a reduzir os juros a quase zero por cento”, disse Lipsky aos jornalistas, afirmando que “o impacto desta política nessas economias, num contexto de baixo crescimento e baixa inflação, ainda é incerto”.

Ainda assim, para Lipsky, estas medidas “estão orientadas para a situação interna, não terão implicações internacionais”.

Ainda de acordo com o responsável, “a política monetária e fiscal das economias avançadas e as políticas orçamentais e estruturais das economias emergentes” devem ser discutidas “de maneira exaustiva e coerente, em vez de nos focarmos apenas num aspecto”.

Quanto a evitar uma guerra de divisas, segundo John Lipsky, é necessário reequilibrar “as fontes de crescimento, para além da política fiscal”, sobretudo através do estímulo à iniciativa privada.

Deste modo, as economias emergentes, com um “excedente” económico “consistente” devem concentrar-se em “desenvolver a procura interna”, enquanto “as economias com um défice persistente” devem procurar “melhorar a sua rede de exportações através de políticas nacionais adequadas”, afirmou.

Esta é a maneira de “assegurar que não haverá uma guerra de moedas”, acrescentou.

No discurso que o director geral do FMI fez na conferência, e que foi posteriormente distribuído aos jornalistas, Strauss-Kahn disse que o século XXI “pode ser o século da Ásia” acrescentando que “ao ritmo actual” a economia asiática será “tão grande como os Estados Unidos e a União Europeia em 2015”.

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ganda previsão !!!!!!!!!!!..lol

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18.10.2010 19:54