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Juros da dívida portuguesa em queda

ANA, EDP e REN são os principais alvos

Fundos árabes interessados em empresas que Estado português quer privatizar

27.07.2010 - 11:45 Por Ana Tavares

Representantes de megafundos dos Emirados Árabes Unidos estiveram em Portugal para avaliar investimentos em empresas na lista de privatizações, como a ANA, EDP e REN, e em sectores como o turismo, energias renováveis e tecnologias de informação.

A Qatar Holding e a Mubadala, duas empresas controladas pelas famílias reais árabes, vieram analisar oportunidades de investimento em algumas das empresas que o Estado pretende privatizar (ANA, EDP e REN), mas também em tecnológicas como a Ydreams e Alert, e ainda em empresas do sector das renováveis e do turismo, segundo revela uma fonte conhecedora das negociações, na edição de hoje do jornal i.

Se tais operações se vierem a concretizar, o Estado português poderá encaixar 6 mil milhões de euros através da venda das empresas a privatizar, adianta o jornal.

Basílio Horta, presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), em declarações ao i, revelou que teve conhecimento do interesse demonstrado pelas empresas árabes, e adiantou que neste momento “a bola está do lado deles”.

Contudo, o presidente da AICEP adiantou que por parte do Estado português não há interesse que apenas os países árabes invistam no país, mas que também o inverso se venha a verificar, “a nossa proposta é que se constitua um fundo misto - que alie capitais portugueses e capitais desses países - que enverede por uma estratégia mais ampla e transversal de investimento”.

Mas há mais nomes de megafundos árabes a circular no mercado, como é o caso do ADIA (Abu Dhabi Investment Authority) e do IPIC (International petroleum Investment Com pany), sendo que o primeiro é considerado o maior fundo soberano do mundo, avaliado em 485,5 mil milhões de euros.

Esta aproximação aos países do Médio Oriente insere-se na estratégia de diversificação das fontes de financiamento da economia portuguesa e de parceiros comerciais, adianta o i.

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