G20 pressiona Europa a fazer mais para vencer a crise 
24.02.2012 - 08:09 Por Agências, Ana Rute Silva
Administração de Obama defende que Europa deve aumentar os seus próprios recursos financeiro
(Saul Loeb/AFP)A zona euro está sob pressão para mostrar que é capaz de ultrapassar a crise da dívida soberana e, assim, merecer a ajuda financeira externa de países como os Estados Unidos, China e Japão. As maiores economias do mundo reúnem-se este fim-de-semana no México no âmbito do G20, grupo formado pelos ministros das finanças e chefes dos bancos centrais dos 19 países mais ricos, mais a União Europeia.
De um lado está a UE que espera conseguir aumentar os recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI) e, assim, travar a sangria na zona euro. Do outro estão os Estados Unidos, que têm vindo a pedir aos europeus que aumentem os seus recursos financeiros. A administração de Obama defende que a Europa tem de reforçar o seu próprio fundo para evitar que as crises da dívida de Portugal ou Itália se tornem insustentáveis.
“A recuperação ainda é frágil e vulnerável e o G20 deve permanecer activo e alerta perante riscos potenciais", disse, esta semana, Lael Brainard, subsecretária do Tesouro americano.
"A crise da zona do euro continua a ser a principal ameaça ao crescimento global e, por isso, também à nossa própria recuperação”, afirmou.
Ao mesmo tempo que os EUA estão renitentes em avançar para mais reforços de ajuda, países como a China, o Japão, o Brasil e o México estão dispostos a financiar as economias em dificuldade, caso a EU encontre uma solução para a crise.
A zona euro já prometeu, em Dezembro do ano passado, contribuir com 150 mil milhões de euros para o FMI na forma de empréstimos bilaterais. Em troca, refere a AFP, os europeus esperam que os países emergentes também aceitem participar na operação para, assim, aumentar os recursos do FMI e travar o risco de contágio. Para Amadeu Altafaj, porta-voz para os assuntos económicos da Comissão Europeia o financiamento do FMI "deve ter uma dimensão mundial”


