O anúncio foi feito pela chanceler alemã, Angela Merkel
(Jim Young/Reuters)A chanceler alemã, Angela Merkel, adiantou hoje que as 20 economias mais industrializadas do mundo (G20), reunidas no Canadá, acordaram reduzir para metade o seu défice até 2013.
Esse objectivo “fará parte do documento final”, afirmou Angela Merkel em declarações à imprensa. O primeiro dia da reunião das 20 maiores economias do mundo – que juntas representam 85 por cento da economia mundial e cerca de dois terços da população - começou no ontem no Canadá com a realização de vários encontros bilaterais.
O Canadá, anfitrião da cimeira dos países ricos e emergentes, tinha proposto que os Estados com défices mais preocupantes assumissem este compromisso. Os chefes de Estado e de Governo, reunidos desde ontem, retomaram os trabalhos esta manhã e deverão emitir um comunicado final ainda esta tarde.
A relativa unidade conseguida pelos países ricos e emergentes do G20 no pico da crise financeira foi substituída por um claro desentendimento sobre a estratégia de saída da maior recessão global das últimas décadas.
O desacordo tornou-se patente na contagem decrescente para a nova cimeira do G20 que ontem arrancou em Toronto, no Canadá, a quarta depois de Washington (Novembro de 2008), Londres (Abril de 2009) e Pittsburgh (Setembro de 2009).
Mesmo com divergências, os membros do G20 - que representam mais de 80 por cento do PIB mundial - conseguiram durante os últimos dois anos um entendimento mínimo suficiente para injectar algo como cinco biliões (milhões de milhões) de dólares no sistema financeiro a título de garantias e de estímulos à economia para evitar uma repetição da Grande Depressão dos anos 1930.
Em contrapartida, as tentativas de coordenação das estratégias de saída da crise estão longe de ser consensuais entre as diferentes zonas do Mundo, o que reflecte, aliás, os diferentes ritmos a que as respectivas economias estão a sair da recessão.
Criado em 1999, o G20 integra os sete países mais industrializados do mundo (Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França, Itália, Japão, Alemanha), as economias emergentes (Argentina, Austrália, Brasil, China, Índia, Indonésia, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Turquia) e a União Europeia.
Notícia actualizada às 18h36



