A Galp exportou nos primeiros seis meses do ano cerca de 80 por cento de toda a exportação no ano passado, retomando a situação anterior à pior altura da crise económica, disse hoje a empresa.
No primeiro semestre, a Galp exportou mil milhões de euros em produtos para 55 países, em especial para os Estados Unidos, México e Reino Unido, disse em conferência de imprensa o presidente da petrolífera portuguesa, Manuel Ferreira de Oliveira.
Em 2009, a Galp exportou produtos no valor de 1,2 mil milhões de euros (2,4 milhões de toneladas, 34 por cento gasolina e 27 por cento fuelóleo), quando em 2008 esse valor foi de 2 mil milhões de euros e em 2007 foi de 1,6 mil milhões de euros.
O presidente da Galp recordou que a produção no ano passado foi afectada pelo incidente da refinaria de Sines, que parou as instalações por vários dias, e sublinhou “o forte contributo” das exportações da petrolífera para a balança comercial portuguesa e “para o desenvolvimento da competitividade da economia nacional”.
Quanto à procura neste ano, Ferreira de Oliveira disse que houve uma “melhoria” a nível global no primeiro trimestre mas ressalvou que “isso não se fez sentir em Portugal”.
“O mercado português caiu o mesmo que o espanhol, ou seja 3 por cento em média”, disse o presidente da empresa, especificando que em Portugal “cresceu o jetfuel, quase 8 por cento, e estagnou o mercado de gasóleo, o grande componente do sector”.
Já em Espanha, o que mais cresceu “foi o combustível marítimo”.
Ferreira de Oliveira fez ainda um “ponto da situação” quanto aos projectos de exploração no Brasil e em Angola, referindo que “os projectos experimentais no Tupi [Bacia de Santos, Brasil] estão todos a correr bem”.
“O novo navio-plataforma já saiu de Singapura e está a caminho do Brasil”, afirmou o mesmo responsável, referindo que esta estrutura terá capacidade para processar 120 mil barris de crude e que chegará ao local de extracção antes de Outubro.
“Tínhamos transmitido que estaria a funcionar no último trimestre do ano, estará claramente no princípio do trimestre e não no fim”, disse Ferreira de Oliveira, antevendo “bons resultados de exploração nessa área em 2011”.
Já Angola, o campo de Tômbua-Landana tem “aumentado a produção paulatinamente”, fixando-se agora nos 45 mil barris.
“O crescimento na produção deve-se fundamentalmente ao campo de Tômbua- Landana”, disse o presidente da empresa, especificando que a produção cresceu dos 13,3 mil barris por dia no primeiro semestre de 2009, para os 19,1 mil barris nos primeiros seis meses deste ano.



