Secretário de Estado diz que o importante é que os desempregados sejam colocados no mercado de trabalho.
(Paulo Pimenta)O Governo admite financiar “serviços privados de emprego” que coloquem no mercado de trabalho desempregados que não recebem subsídio de desemprego e conta definir até ao final do ano o enquadramento necessário para tal.
“Se se verificar, nas experiências piloto, que os serviços privados de emprego têm sucesso na colocação de desempregados não subsidiados, o Estado admite pagar a essas agências por esse serviço”, disse aos jornalistas o secretário de Estado do Emprego Pedro Martins.
O governante referiu que existem países na Europa, como a Inglaterra, que têm essa experiência, com sucesso, e defendeu que o importante é que os desempregados sejam colocados no mercado de trabalho.
“Vemos com interesse essa possibilidade e contamos ter até final do ano o enquadramento necessário para isso, embora não seja uma prioridade”, disse Pedro Martins.
O secretário de Estado falou aos jornalistas num encontro informal sobre o programa de relançamento do sistema público de emprego, hoje aprovado em Conselho de Ministros.
O Programa de Relançamento do Serviço Público de Emprego inclui oito eixos e um conjunto de medidas que visam fomentar a captação de ofertas de emprego, cooperar com parceiros para a colocação de desempregados, reestruturar a rede de Centros de Emprego e Centros de Formação Profissional, entre outras.
O Governo quer aumentar em 50% o número de colocações de trabalhadores desempregados até 2013, ou seja dar trabalho a mais 3.000 pessoas por mês.



