O secretário do Estado assumiu que a decisão, sobre a privatização dos CTT, terá em conta a “conjuntura” futura
(Paulo Pimenta/PÚBLICO)O secretário de Estado adjunto e das Obras Públicas, Paulo Campos, admitiu hoje um cenário de privatização dos CTT-Correios de Portugal.
"Não encaramos a questão da privatização dos Correios como um dogma", afirmou Paulo Campos durante a cerimónia de lançamento do serviço de correio expresso à escala ibérica, nas instalações da empresa situadas no Mercado Abastecedor da Região de Lisboa.
"Decidiremos [a eventual privatização] consoante a conjuntura com que nos depararmos no futuro", acrescentou o governante, admitindo, no entanto, que "os CTT levam a cabo uma missão fundamental e para já o Governo entende que não se deve privatizar".
"Os correios enfrentam desafios enormíssimos e só a reinvenção do próprio negócio permitirá a sua sobrevivência", advertiu o secretário de Estado, referindo as inovações tecnológicas e a cada vez maior concorrência como os principais desafios que se colocam ao sector.



