O Ministério das Finanças sublinhou hoje que apesar do corte no rating da dívida pública portuguesa, o outlook estável da Moody's dá um sinal “de confiança” na estratégia de política económica do Governo português.
“Será de sublinhar que, no actual contexto de incerteza, a prioridade de consolidação orçamental, ainda que não garanta uma rápida recuperação da economia portuguesa, é uma condição necessária para o seu crescimento sustentado”, lê-se numa nota divulgada pelo Ministério.
De acordo com o gabinete de Fernando Teixeira dos Santos, esta decisão da Moody’s de rever em baixa o rating soberano de Portugal “decorre da crise financeira internacional que se faz sentir desde há mais de dois anos e que, na primeira metade de 2010, se tem manifestado sobretudo numa forte pressão” sobre a dívida soberana.
Em declarações aos jornalistas à margem da reunião que decorre hoje em Bruxelas com os ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin), Teixeira dos Santos disse que a decisão da agência de notação financeira “não surpreendeu” e era já esperada porque há 12 anos (desde 1998) que a empresa não revia o rating português.
“Creio que é uma decisão um pouco mais tardia que outras agências de rating mas que no fundo veio constatar aquilo que essas outras agências já tinham constatado, e por isso não tem nada de surpreendente”, disse Teixeira dos Santos.
A Moody’s reviu hoje em baixa o rating da dívida portuguesa em dois níveis, de Aa2 para A1, com o outlook estável.
De acordo com a Moody’s, esta revisão em baixa tem em conta, entre outras, o facto de “a força financeira do Governo português continuar a enfraquecer a médio prazo, evidenciado pela deterioração crescente dos números da dívida do país”.
Notícia actualizada às 10h21



