Rubalcaba frisou que o Governo tem estado “preocupado em fazer o necessário”
(Juan Medina/Reuters)Somam-se as críticas ao corte do rating português pela agência Moody’s. O número dois do Governo espanhol diz esperar que a revisão em baixa não vai contaminar Espanha e recusa que a situação do país seja comparável à portuguesa, à grega e mesmo à irlandesa.
Alfredo Pérez Rubalcaba, vice-presidente do executivo de José Luis Zapatero, mostrou-se hoje confiante de que os mercados vão reagir “com sensatez” à situação económica e financeira espanhola, que, frisou, é “radicalmente diferente” daquela dos três países a quem a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional accionaram planos de assistência financeira.
Reagindo ao corte do rating português ontem comunicado pela agência de notação financeira, Rubalcaba insistiu, citado na edição online do El País: “Não somos Portugal, não somos a Grécia, não somos a Irlanda”.
Uma mensagem que reedita as palavras da ministra da Economia e Finanças espanhola, Elena Salgado, que se referira nesses termos às condições económicas e financeiras de Madrid, quando o quando o PEC IV foi chumbado no Parlamento português e levou à demissão do anterior primeiro-ministro, José Sócrates, ainda antes de Portugal pedir assistência financeira a Bruxelas.
Hoje, Rubalcaba frisou que o Governo tem estado “preocupado em fazer o necessário” para não o ser o mesmo que Portugal. “Os mercados têm isso muito claro”.
Também a Grécia considerou hoje desapropriado o corte do rating português, argumentando que a decisão não se baseou em qualquer falhanço na implementação das reformas acordadas no memorando de entendimento assinado entre o anterior Governo português e a troika.
Falando em Berlim, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Stavros Lambridinis, disse mesmo tratar-se de uma “loucura” que só vem agravar a crise da dívida par ao lado de Portugal, cita o site do britânico Telegraph.



