Governo: evitar nova descida de rating está nas mãos da oposição 
24.03.2010 - 16:03 Por Raquel Martins
Teixeira dos Santos apelou à oposição para que apoie o PEC
(Pedro Cunha/PÚBLICO)O ministro das Finanças alertou hoje que está nas mãos da oposição evitar que as agências de notação financeira reduzam ainda mais o rating de Portugal e apelou aos partidos políticos para que haja “um amplo consenso” em torno do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).
“Espero que a Assembleia da República sinalize claramente que Portugal tem condições para levar a cabo a política delineada no PEC, afastando essa hipótese de uma vez por todas”, frisou Teixeira dos Santos
Na véspera da votação das medidas que visam reduzir o défice público de 9,3 por cento do PIB para um nível abaixo dos três por cento, o ministro das Finanças sublinhou a importância dos partidos da oposição darem um sinal de que “existe um apoio às decisões necessárias para se proceder à correcção das contas públicas”.
A decisão da Fitch reduzir de "AA" para "AA-" a avaliação do risco da economia portuguesa não surpreendeu o Governo. “Não é uma decisão que nos surpreenda. Ela de alguma forma tinha vindo a ser pré-anunciada por declarações de alguns dos seus responsáveis”, justificou o ministro das Finanças.
Além disso, acrescentou, “o que a Fitch vem fazer é alinhar a sua avaliação com o rating de outras agências, colocando Portugal a par de países com quem tem mais semelhanças”.
Apesar da Fitch ter reduzido o rating da República Portuguesa, Teixeira dos Santos considera que a decisão “reconhece a credibilidade do Programa de Estabilidade e Crescimento e a solidez do sistema bancário português”.


