A Grécia recusou considerar os cortes salariais exigidos pela Comissão Europeia, o BCE e o FMI, durante as discussões em Atenas com o Governo grego sobre o plano de ajuda financeira internacional, anunciou hoje o ministro do Emprego, Andréas Loverdos.
“O essencial das discussões [com os europeus e o FMI] respeita à política salarial, o 13º e 14º meses [subsídios de férias e de Natal] que os gregos recebem; pediram-nos a sua supressão, o que nós não aceitamos”, disse Loverdos, citado num comunicado.
O ministro fez esta declaração após um encontro com o presidente da União de Industriais Gregos (Sev).
Num primeiro conjunto de medidas de austeridade adoptadas em Março, o Governo grego tinha já tinha suprimido vários prémios e a quase totalidade do 14º mês de salário no sector público. Na Grécia, o 14º mês de salário é recebido na forma de prémios recebidos na quadra da Páscoa e nas férias de Verão.
Os sindicatos pronunciaram-se contra a eventualidade de novos cortes salariais, com o grande sindicato do sector privado (GSEE) a manifestar a intenção de se opor à redução dos salários.



