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Carlos Costa Pina à Reuters

Governo vai tomar "todas as medidas necessárias" para garantir confiança da dívida pública

27.04.2010 - 19:29 Por PÚBLICO

Portugal não vai ter dificuldades em fazer a amortização dos cinco mil milhões de euros de Obrigações do Tesouro que estão previstas para o mês de Maio. O secretário de Estado do Tesouro, Carlos Costa Pina, afirmou, numa entrevista concedida por escrito à Reuters, que o Governo português irá adoptar "todas as medidas necessárias para garantir a confiança na nossa dívida pública".

O secretário de Estado do Tesouro afirmou que o governo estava em condições de garantir "que a amortização será feita sem dificuldades". A operação está agendada para 20 de Maio, um dia depois da data em que a Grécia terá de refinanciar as suas obrigações de 8,5 mil milhões de euros. Portugal ainda precisa de emitir entre 11.000 e 13.000 milhões de euros de Obrigações do Tesouro, tendo já realizado emissões de 9.000 milhões de euros este ano, que registaram uma forte procura, refere Costa Pina.

"O Programa de Financiamento para 2010 tem vindo a ser executado com normalidade e a respectiva implementação prosseguirá no futuro, com os ajustamentos necessários em função da evolução das condições de mercado", afirma o secretário de Estado. Costa Pina refere que a subida das taxas de juro das OT portuguesas, em comparação com as Bond alemãs, mostra "obviamente que há um efeito de contágio" do que se passa na Grécia.

"Do lado do Governo português serão adoptadas todas as medidas necessárias tendentes a garantir a confiança na nossa dívida pública", garantiu o secretário de Estado.

Carlos Costa Pina afirma que a credibilidade das finanças portuguesas têm vindo a ser postas em causa infundadamente, "sem suporte nos fundamentais da situação económica e financeira e na avaliação da mesma efectuada por diversas instituições internacionais".

"Acreditamos que a determinação do Governo português em reduzir o défice conforme está previsto no OE 2010 e no PEC (plano de austeridade) 2010-2013 contribuirá para que o mercado diferencie a situação de Portugal da de outros países", referiu.

"Estamos todavia cada vez mais convictos de que mais que uma actuação dos operadores de mercado dirigida a Portugal, se trata de uma acção dirigida à zona euro, no âmbito da qual devem ser adoptadas medidas de solução urgentes", concluiu Carlos Pina.







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Sempre que temos um governo socialista o resultado é este, Foi assim quandola esteve o ...

Paulo Serra

14.05.2010 09:52