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Crise

Grécia arranca acordo sobre plano de resgate

09.02.2012 - 13:49 Por Pedro Crisóstomo

<p>Lucas Papademos, primeiro-ministro grego</p>

Lucas Papademos, primeiro-ministro grego

 (Foto: Yiorgos Karahalis/Reuters)
O Governo grego chegou a acordo com as forças da coligação sobre as reformas económicas e as medidas de austeridade a conduzir este ano para o país receber um segundo resgate externo. O impasse foi superado hoje numa reunião entre o primeiro-ministro, Lucas Papademos, e Antonis Samaras, o líder da Nova Democracia.

A conclusão de um compromisso foi, primeiro, avançada à agência Reuters por uma fonte do gabinete de Papademos e, entretanto, confirmada pelo presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, que numa conferência de imprensa de política monetária em Frankfurt anunciou ter recebido uma chamada telefónica do primeiro-ministro grego a dar a notícia.

Até ontem à noite, os líderes dos três partidos da coligação governamental tinham concertado posições sobre “todos os pontos do plano salvo um” como fez saber o executivo ao fim de oito horas de negociações. Mas faltou a assinatura de um acordo global, que não seguiu em frente por divergência sobre cortes nas pensões. Sem especificar o que tinha ficado em aberto da reunião de onte, Papademos emitiu um comunicado a dar conta do desfecho positivo das discussões.

Ao jornal Financial Times, o gabinete do primeiro-ministro avançou que Papademos esteve hoje reunido com o líder conservador, mas não precisou o teor da reunião.

Para ser accionado um resgate adicional a rondar os 130 mil milhões de euros, a troika que acompanha o actual programa de ajustamento quer que a Grécia se comprometa com poupanças no valor de três mil milhões de euros. A coligação acordou ontem vários pontos para chegar a esta redução, mas faltavam ainda 600 milhões de euros para totalizar o valor do pacote global de reduções.

A divergência que impediu nessa altura o compromisso que a Grécia adiou de dia-para-dia fruto do braço-de-ferro entre conservadores, socialistas e o partido de extrema-direita prende-se com novos cortes nas reformas.

Com um acordo em mãos, o ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, apresenta-se esta tarde aos parceiros da zona euro, em Bruxelas, para uma reunião do Eurogrupo centrada na questão grega.

As últimas horas mostraram aparentes avanços e recuos nas negociações. O presidente do Eurogrupo, o luxemburguês Jean-Claude Juncker, fez ontem depender o encontro dos ministros em Bruxelas do resultado das negociações em Atenas. Antes de ser conhecido o desfecho da reunião – que se prolongou durante a madrugada – já Juncker confirmava o encontro de hoje. Mas o braço-de-ferro manteve-se até hoje, mesmo com o Governo a falar num acordo praticamente concluído.

Notícia actualizada às 14h40 e às 15h42

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Comentário + votado

Sem ilusões tolas.

Pelo menos os gregos dão luta e vendem caro a crise que sofrem e de que não foram os únicos ...

Luis Silva

09.02.2012 18:05