Nível de desemprego jovem na Grécia está próximo da taxa espanhola
(Foto: Yannis Behrakis/Reuters)A Grécia tem perto de 11 milhões de habitantes. Mais de um milhão está desempregado. Quase um quarto das mulheres não tem lugar no mercado de trabalho. Perto de metade dos jovens com menos de 25 anos está sem emprego. No espaço de um ano, o nível de desemprego quase duplicou. São os últimos dados do gabinete estatístico grego, que hoje dá conta de uma taxa recorde de 20,9% em Novembro.
O nível de desemprego na Grécia – que apenas é superado na zona euro pelo de Espanha – cresceu 48,7% num ano. Em Novembro de 2011, mês a que reportam os últimos números oficiais, havia no país 1.029.587 pessoas desempregadas.
De Outubro para Novembro, o número oficial subiu em 164 mil, ou seja, aumentou 4%.
A percentagem de desempregados sobre a população activa aumentou mais entre as mulheres. Em Novembro, 24,5% estavam fora do mercado de trabalho (um ano antes, a taxa estava em 17%). Nos homens, o número de desempregados é de 18,3% (contra 11,6% no mesmo mês de 2010).
Entre os jovens, ou seja, a população entre os 15 e os 24 anos, a taxa de desemprego era de 48%. Está – como em Portugal, Espanha, Eslováquia, Lituânia, Itália, Letónia e Irlanda – acima da média do desemprego jovem na União Europeia (nos 22,1%). E fica muito próxima do nível de desemprego registado em Espanha nesta faixa etária, 48,7%, a percentagem mais elevada da zona euro.
A braços com uma espiral recessiva e a aplicar um duro programa de austeridade, a Grécia foi um dos oito países com níveis de desemprego jovem mais elevados a quem o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, propôs na última semana um acompanhamento estreito Governo/Bruxelas de programas específicos de combater ao desemprego jovem e de promoção de pequenas e médias empresas.
Na Grécia, a população activa empregada ronda os quatro milhões.



