Os sindicatos protestam contra a intenção de redução do salário mínimo
(John Kolesidis/Reuters)A Grécia sentiu hoje em força os efeitos da greve geral convocada pelas duas principais centrais sindicais do país. As agências dão conta de um país quase parado hoje de manhã.
As escolas, os hospitais e os ministérios estavam a funcionar pelos mínimos. Os transportes públicos em Atenas começaram a funcionar mais tarde do que é normal e os comboios suburbanos não deverão funcionar durante todo o dia, segundo a AFP.
Os barcos deverão ficar parados todo o dia, porque os marinheiros também aderiram à greve, afectando as numerosas ligações às ilhas. A Reuters dá conta de que o principal porto do país, o Pireu (perto de Atenas) estava paralisado. “Não partiram barcos do Porto do Pireu esta manhã, devido à greve dos marinheiros”, disse àquela agência um oficial da guarda costeira.
No transporte aéreo a situação é oposta. Os controladores aéreos não estão em greve e não se previa qualquer anulação de voos.
Os turistas não conseguiram entrar na Acrópole e os bancários e funcionários das telecomunicações também aderiram à greve, convocada pela central sindical do sector privado (a GSEE, 700 mil membros) e pela do sector público (ADEDY, 350 mil membros).
Estava convocada para o meio do dia uma manifestação, na praça Syntagma, a mais central de Atenas, palco de protestos de grandes proporções desde o início da crise, há dois anos. A palavra de ordem é “Já chega, não aguentamos mais”. A manifestação do Partido Comunista já estava a decorrer.
Os sindicatos protestam contra a intenção de redução do salário mínimo, cortes nas reformas complementares e supressão de 15 mil empregos no sector público, que estão entre as mediadas exigidas pela EU e pelo FMI para concederem um novo resgate ao país de pelo menos 130 mil milhões de euros decidido em Outubro em Bruxelas. Caso contrário, o país deverá entrar em bancarrota em Março.



