Na saúde e na educação, 80 por cento dos trabalhadores fizeram greve
(Enric Vives-Rubio)Mais de 300 mil trabalhadores da Função Pública fizeram, hoje, greve em protesto contra o congelamento de salários, o agravamento das penalizações das reformas antecipadas e questões relacionadas com as carreiras e o sistema de avaliação.
Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, garantiu há pouco em conferência de imprensa que o nível de adesão atinge os 80 por cento, valor semelhante ao da última greve que juntou as três estruturas sindicais dos trabalhadores do Estado, em 2007.
Foi nas autarquias que os impactos mais se fizeram sentir, com uma adesão que chegou aos 90 por cento. Na saúde e na educação, 80 por cento dos trabalhadores fizeram greve. Nos serviços da segurança social, foi de 90 por cento.
Ana Avoila acusou algumas escolas de manterem as portas abertas com apenas “um ou outro trabalhador”, pondo em risco a segurança dos alunos. Sem especificar que escolas são, esclareceu que o cenário foi detectado em vários pontos do país, mas sobretudo no Norte.
Acções de protesto em todos os distritos
Para Abril já estão marcadas “acções de grande impacto” em todas as capitais de distrito que vão receber, junto aos governos civis, manifestações organizadas pela Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública. Para Maio está também agendada uma “grande manifestação”.
Ana Avoila acusou ainda o Governo de José Sócrates de manter uma postura “igual à do tempo da outra senhora” nas negociações com os sindicatos. “O governo decreta. Salazar também decretava”, disse, criticando a medida de congelamento de salários que diz ter sido imposta pelo Executivo.



