O negócio da Groupon assenta na compra de produtos em grupo através da Internet
(Miguel Madeira)A Groupon poderá vir a valer, pelo menos, 15 mil milhões de dólares (cerca de 11 mil milhões de euros) com a entrada em bolsa. Depois de ter recusado uma oferta de seis mil milhões de dólares da Google, o site de vendas em grupo intensifica hoje as negociações com instituições bancárias norte-americanas para concretizar uma Oferta Pública Inicial (OPI).
Responsáveis da empresa reuniram-se esta semana com a banca e, hoje, deverão voltar a discutir a entrada em bolsa do site que arrecadou, nos últimos dias, 950 milhões de euros em financiamento de grandes investidores.
Duas pessoas bem colocadas da Groupon confirmaram ao New York Times, sob condição de anonimato, que as negociações estão em marcha, mas disseram não poder adiantar mais sobre a operação.
A entrada em Wall Street, segundo o New York Times, pode acontecer já na Primavera. A empresa, nascida em 2008, em Chicago, nos Estados Unidos, tem hoje receitas da ordem dos 135 milhões de dólares (101 milhões de euros).
Entre os investidores que, em poucos dias, valorizaram a Groupon depois da recusa à oferta da Google estão grandes empresas norte-americanas há muito cotadas em Wall Street, entre eles, a seguradora Fidelity Investiments e o banco Morgan Stanley – aquele que os analistas apontam como o mais bem colocado para viabilizar a oferta pública do Groupon.
Neste momento, dizem os analistas, tem ajudado à valorização da empresa fundada por Andrew Mason o facto de estar a saber reagir – e rapidamente – à onda de interesse dos investidores no negócio sectorial das redes sociais na Internet.
O exemplo mais popular é o Facebook, que estará também a preparar a entrada em bolsa, depois de um investimento de 450milhões de dólares (cerca de 347 milhões de euros) pelo banco Goldman Sachs, segundo noticiou a imprensa norte-americana nas últimas semanas. E também a LinkedIn, rede social vocacionada para perfis profissionais, estará com um pé em Wall Street ainda este ano.
O negócio da Groupon entrou em Portugal há pouco mais de um mês. Assenta num modelo através do qual os clientes recebem descontos na compra de produtos ou serviços de lazer em grupo. Os compradores actuam em conjunto, através de uma rede social, na qual indicam outros clientes e com isso recebem vantagens financeiras na compra do mesmo produto.



