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Ministra do Trabalho recusa insucesso das políticas do Governo

Helena André: desemprego deve-se à situação económica

17.02.2011 - 15:46 Por Lusa

<p>Ministra do Trabalho está preocupada com o desemprego feminino e de longa duração.</p>

Ministra do Trabalho está preocupada com o desemprego feminino e de longa duração.

 (Miguel Manso)
A ministra do Trabalho defendeu hoje que o desemprego deve-se à situação económica e não ao insucesso das políticas e frisou que o Governo continua “muito preocupado”, apesar da diminuição do número de inscritos nos centros de emprego.
O número de desempregados “não tem nada a ver com o insucesso dos programas de políticas activas”, mas “com aquilo que é o crescimento económico do país e com a necessidade de termos um crescimento económico que seja mais importante e mais sustentado, para podermos criar mais emprego”, disse Helena André.

“A realidade é que o número de inscritos nos centros de emprego tem vindo a diminuir praticamente todos os meses. Tivemos apenas uma excepção em 2010, durante o mês de Setembro”, mas “isto não quer dizer que não continuemos muito preocupados” com os níveis de desemprego e, “sobretudo, com o desemprego de longa duração”, disse.

A ministra comentava os dados divulgados hoje pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), segundo os quais o número de inscritos nos centros de emprego caiu 0,5 por cento em Janeiro face ao período homólogo de 2010, com 557.244 inscritos, mas registou uma subida de 2,8 por cento face ao mês anterior.

O Governo continua “muito preocupado” com “a necessidade” de “olharmos para as respostas aos desempregados de longa duração e para um novo fenómeno, que temos visto ao longo do último ano, que é o aumento do desemprego das mulheres”, disse.

Helena André lembrou as respostas que o Governo tem “no terreno”, como as que destinadas a apoiar os desempregados de longa duração, incluindo os não subsidiados, a ajudar a melhorar as competências dos desempregados, a apoiar a criação do próprio emprego e a combater o aumento do desemprego feminino.

Além destas respostas, a ministra lembrou também os incentivos às empresas para que possam “aumentar o número de contratações” de jovens, desempregados de longa duração e beneficiários do Rendimento Social de Inserção

No entanto, “não tenhamos ilusões”, porque “o emprego cria-se quando há crescimento económico e, sobretudo, empresas inovadoras”, frisou, justificando assim a “aposta muito importante do Governo no apoio ao setor da exportação” e os exemplos que que dar através do roteiro por empresas inovadoras e que “apostam também na qualificação dos recursos humanos para ajudar a relançar a economia”.

Helena André falava aos jornalistas durante uma visita à Herdade Vale da Rosa, em Ferreira do Alentejo, a primeira de um roteiro por empresas inovadoras para mostrar boas práticas nos estágios profissionais e na integração de jovens e programas de apoio à criação de empresas.

Através do IEFP, a Herdade Vale da Rosa, o maior produtor nacional de uva de mesa, colocou no ativo 209 trabalhadores que antes estavam desempregados.

Segundo a ministra, a herdade é um “exemplo” daqueles que “podem fazer com que o país cresça”, já que “assenta a sua produção numa combinação muito clara entre a inovação tecnológica, o empreendedorismo e a sua capacidade de atrair postos de trabalho e recursos humanos”.

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Comentário + votado

Daaaaa

Realmente é extraordinário!! As medidas activas são do melhor que há mas o ...

jvsantos

17.02.2011 16:49