Negociações entre o primeiro-ministro, Viktor Orban, e o FMI, estavam suspensas
(Bernadett Szabo/Reuters)As dificuldades da Hungria em financiar-se continuam, com o país a não conseguir colocar hoje a dívida a que se propunha e os juros a aumentarem para quase 10% em dívida com maturidade a um ano.
O Tesouro da Hungria pretendia colocar 45 mil milhões de florins (equivalente a cerca de 141,2 milhões de euros à taxa de câmbio actual) com maturidade a doze meses, mas conseguiu colocar apenas 35 mil milhões de florins (cerca de 110 milhões de euros).
Para colocar esta dívida no mercado, a Hungria terá de pagar significativamente mais que no último leilão para uma maturidade semelhante, que se realizou a 22 de Dezembro.
Na altura a taxa de juro fixou-se nos 7,91% mas hoje os juros aumentaram para 9,96%.
O leilão surge num dia em que o Executivo se demonstra disponível para negociar com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e com a União Europeia “sem condições prévias” o programa que terão de aceitar caso queiram receber financiamento preventivo das instituições, pedido pelas autoridades húngaras no mês passado.
As negociações estavam suspensas devido às várias alterações aplicadas na lei pelo Governo do primeiro-ministro, Viktor Orban, que caíram mal em Washington e Bruxelas, em especial as alterações que limitam a independência do Banco Central da Hungria, e ainda a falta de disponibilidade da Hungria em negociar sem condições prévias um eventual ajustamento.
Uma delegação húngara viajará no próximo dia 11 para Washington para preparar as negociações com o FMI.



