IGCP mantém aposta em leilões de três e seis meses para financiamento de curto prazo 
29.12.2011 - 16:45 Por Pedro Crisóstomo
IGCP, presidido por Alberto Soares, agendou cinco emissões até Março
(Foto: Miguel Manso)Para assegurar parte dos 17.400 milhões de euros de necessidades de financiamento do Estado português no próximo ano, Portugal vai manter a estratégia que tem seguido nos últimos meses para o financimento de curto prazo, indo aos mercados emitir dívida com maturidades de três e seis meses.
O primeiro leilão vai acontecer já na próxima semana, fez saber o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), que hoje anunciou o programa de financiamento do Estado para o primeiro trimestre.
Nesta primeira emissão, dia 4 de Janeiro, o Estado vai emitir Bilhetes do Tesouro com maturidade de três meses, esperando conseguir financiar-se entre 750 milhões de euros e mil milhões de euros. A 18 de Janeiro, tem lugar uma emissão de dívida com maturidade de três e seis meses. O montante indicativo do leilão é de 1.500 milhões de euros e 1.750 milhões.
Em Fevereiro, haverá duas emissões semelhantes, mas no mês seguinte só haverá um leilão, “devido à menor necessidade de financiamento”, justifica em comunicado o instituto presidido por Alberto Soares.
No total, os 17.400 milhões de euros de que o Estado precisa em 2012 serão garantidos pelo empréstimo da UE e do FMI e por estes fundos de curto prazo que o Estado conta ir buscar ao mercado primário.
Com os mercados praticamente fechados para o financiamento de longo prazo dos países em dificuldades, Portugal tem apostado nos últimos meses em emissões de dívida de três e seis meses. A opção foi, aliás, definida depois de Portugal fechar com a troika o plano de ajustamento orçamental.


