O défice comercial aumentou 29 por cento até Março, face a igual período do ano anterior, penalizado sobretudo pelo crescimento das importações de combustíveis, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje divulgados.
A diferença entre as vendas ao exterior e as compras feitas ao estrangeiro de bens e serviços foi de 5200 milhões de euros, nos três meses em que as exportações aumentaram cinco por cento e as importações cresceram 12,1 por cento.
Com as importações a crescerem a um ritmo mais elevado do que as exportações, em valor e em percentagem, o défice comercial aumentou.
O INE destaca que, do lado das exportações, os combustíveis e os produtos alimentares e bebidas foram os produtos que registaram as maiores subidas (75 e 17 por cento, respectivamente).
Do lado das compras, os combustíveis continuaram a aumentar, com as importações a subir 55 por cento, sendo responsáveis por mais de metade da subida do conjunto das aquisições ao estrangeiro.
A justificar o aumento das importações esteve também o material de transporte e acessórios, com um crescimento de 25 por cento, de acordo com os dados do INE.
A nota do INE refere ainda que houve um aumento das importações vindas de Espanha e uma desaceleração das exportações, mas ainda "não se evidencia claramente o impacto do abrandamento da economia espanhola."
A taxa de cobertura das importações pelas exportações, o valor das importações que é coberto pelas exportações, caiu 7,5 pontos percentuais para 57,2 por cento.



