A taxa de desemprego em Espanha atingiu 20,05 por cento no primeiro trimestre do ano, anunciou hoje oficialmente o Instituto Nacional de Estatística (INE) espanhol, 48 horas depois desses dados terem sido divulgados devido a um erro.
No final de Março, a Espanha registava o valor mais alto de desemprego oficial desde o final de 1997, com mais de 4,61 milhões de desempregados, tendo havido este trimestre um aumento de 1,2 pontos percentuais face ao final do ano passado. No último ano, o número de desempregados cresceu em 602 mil pessoas.
Em contrapartida, o número de pessoas a trabalhar era no final de Março de 18,39 milhões, menos 252 mil do que no final de 2009, e o valor mais baixo desde o final de 2004.
Em termos sectoriais, o número de ocupados apenas aumentou na agricultura (mais 52,6 mil, para 835 mil), tendo caído 81 mil na indústria, 140 mil na construção e 83,6 mil nos serviços.
O arquipélago das Canárias regista o desemprego mais elevado de Espanha, com 27,68 por cento, sendo o País Basco o que regista o índice mais baixo, com 10,91 por cento.
Os dados hoje divulgados oficialmente, e que integram o Inquérito da População Activa (EPA), foram há dois dias colocados por erro durante algumas horas na página da Internet do INE espanhol.
Apesar de só hoje terem sido revelados oficialmente, serviram já de tema de debate na sessão parlamentar de controlo ao Governo na quarta-feira, tendo o primeiro-ministro, José Luis Rodríguez Zapatero, manifestado a sua confiança na recuperação do emprego a partir deste trimestre. A oposição atacou o Governo e considerou que as políticas de Zapatero não estão a resolver o problema.



