A inflação homóloga em Portugal foi de quatro por cento em Março, de acordo com a variação registada pelo Índice de Preços no Consumidor do INE, o que representa mais 0,5 pontos percentuais do que os 3,5 por cento registados em Fevereiro.
A inflação média dos últimos doze meses subiu de 2,0 por cento em Fevereiro para 2,3 por cento em Março. Em termos mensais, o IPC subiu 1,6 por cento de Fevereiro para Março.
A subida de preços em Março foi agravada pelos aumentos de preços na energia e bens alimentares. Sem esta componente (o que se designa por inflação subjacente), a variação homóloga em de preços em Março teria sido de 2,4 por cento. A subida do petróleo tem tido um impacto particularmente forte, com os preços dos produtos energéticos a apresentarem uma subida homóloga de 13,3 por cento no mês passado.
A inflação homóloga (designação adoptada pelo INE) compara os níveis de preços num dado mês com o mesmo mês do ano anterior, e corresponde ao que o Eurostat designa como “inflação anual”.
A inflação medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (HIPC), que utiliza uma metodologia diferente e é utilizado para efeitos de comparações europeias, foi de 3,9 por cento homólogos em Março, quando tinha sido de 3,5 por cento em Fevereiro.
No final do mês passado, o Eurostat anunciou, numa estimativa rápida, que a inflação anual na zona euro foi de 2,6 por cento em Março, superando pelo quarto mês consecutivo o objectivo de médio prazo do BCE – ter um valor abaixo mais próximo de dois por cento.
O valor de Março segue-se a 2,4 por cento em Fevereiro, 2,3 por cento em Janeiro e 2,2 por cento em Dezembro.
Em Fevereiro, Portugal estava com a quarta inflação mais elevada da zona euro, atrás dos 5,5 por cento da Estónia, 4,2 da Grécia e 3,9 do Luxemburgo. Bélgica, Eslováquia e Finlândia também registaram 3,5 por cento nesse mês.
Última actualização às 10h53



