Depois do anúncio de que o G7 irá intervir em conjunto, e pela primeira vez desde de 2000, as bolsas mundiais estão todas a negociar em terreno positivo.
O PSI-20 está a valorizar 0,65 por cento em linha com as restantes praças europeias que estão todas a subir. Depois das bolsas norte-americanas terem fechado em alta, com o Dow Jones e o Nasdaq a encerrarem ontem a valorizar 1, 39 por cento e 1,01 por cento respectivamente, também o principal índice nipónico, o Nikkei, fechou em alta a subir 2,75 por cento. Na Europa o alemão Dax está positivo a aumentar 0,82 por cento, enquanto o CAC sobe 0,99 por cento. O espanhol Ibex valoriza 0,07 por cento.
Uma evolução que não é alheia à decisão dos países do G7 de venderem ienes para travar a especulação que se abatia sobre a moeda japonesa, que nos últimos dias negociava em alta. As agências internacionais lembram que a divisa nipónica assumiu ontem o valor mais elevado face ao dólar americano ( com o dólar a negociar nos 76,25 ienes) desde há mais de 50 anos, ou seja, desde a II Guerra Mundial. A valorização do iene ameaça as exportações japonesas e dificulta a sua recuperação económica.
A iniciativa do G7 foi conhecida ontem à noite depois dos líderes dos sete países mais poderosos, onde se inclui o Japão, se terem articulado (através de teleconferência) para incutir de novo confiança nos mercados. Após o abalo sísmico ocorrido na sexta-feira no Japão as bolsas mundiais têm estado a negociar em terreno vermelho com receio de que a situação fique fora de controlo, e temendo a dimensão dos seus reflexos na economia mundial.
Recorde-se que os analistas admitem que o Japão reentre em recessão já este semestre e têm mesmo salientado que mais de 10 por cento da indústia nipónica está já paralisada. Os prejuízos estimados do impacto do sísmo na economia nipónica atingem os 130 mil milhões de euros.
Desde o tsunami que o Governo de Tóquio tem estado a injectar fundos no sistema financeiro, 430 mil milhões de euros, para que este adquira activos, acções e obrigações. O objectivo é evitar o pânico nos mercados, através da injecção de dinheiro por troca de activos, e a paralização da economia japonesa, de modo a permitir a reconstrução do país. Os investidores nipónicos têm estado ainda a comprar nas praças mundiais ienes, o que explica a resiliência da moeda nipónica.
O governador do Banco do Japão, Masaaki Shirakawa, já veio revelar que vai continuar a injectar fundois na banca para estabilizar os mercados financeiros: "O Banco do Japão espera que a acção concertada do Japão com os membros do G7 no mercado cambial contribua para uma estável formação das taxas de câmbio."



