Já foram cancelados 163 voos esta manhã por causa da greve geral 
24.11.2010 - 12:45 Por Raquel Almeida Correia
Adesão em massa dos controladores aéreos impediu realização de ligações, à excepção de um voo regular para a Terceira, no Açores, e de voos de emergência médica.
Apesar de algumas empresas do sector da aviação não estarem a verificar uma mobilização expressiva dos trabalhadores para a greve de hoje, o facto de os controladores aéreos da NAV, que gerem os aviões que entram e saem dos céus portugueses, registarem uma adesão a 100 por cento está a impedir a realização da maioria dos voos previstos.
Durante o período da manhã, havia 164 ligações programadas pela gestora aeroportuária ANA, mas apenas uma se realizou – um voo da TAP para a ilha Terceira, nos Açores. Há ainda registo de, pelo menos, três voos de emergência médica, um dos quais partiu do aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto.
Foi do aeroporto da Portela, em Lisboa, que partiu o único voo programado, de um total de 119 previstos para o dia de hoje, o que resultou em 118 cancelamentos. Tanto no aeroporto do Porto, para o qual estavam agendadas 42 ligações, tanto no de Faro (três), nenhum avião regular aterrou ou descolou, à excepção das ligações de emergência.
No site da ANA, domina o vermelho da palavra “cancelado” nas listagens de chegadas e partidas dos vários aeroportos nacionais. No entanto, no que diz respeito aos seus trabalhadores, fonte oficial da empresa, detida a 100 por cento pelo Estado, garantiu que a adesão não ultrapassou os 18,9 por cento, no período da manhã.
Já a TAP, que hoje só vai realizar dois voos (Terceira e Funchal) referiu que “ainda não tem números da adesão”, E a sua participada Groundforce, empresa de handling que anunciou recentemente o encerramento da escala de Faro, avançou ao PÚBLICO que o nível de adesão alcançou os 50,8 por cento, durante a manhã de hoje.
Os cancelamentos de voos estão a ser motivados, essencialmente, pela mobilização significativa dos controladores aéreos. De acordo com a Comissão de Trabalhadores da NAV, 100 por cento dos trabalhadores terão aderido à paralisação.
Uma taxa que foi confirmada pela própria empresa. “A adesão dos trabalhadores que asseguram os serviços de navegação aérea é de 100 por cento”, referiu fonte oficial da NAV, acrescentando que só estão a ser realizados os serviços mínimos, ou seja, parte dos voos para a Madeira e os Açores e ainda ligações interilhas.
Prevê-se que a vaga de cancelamentos se mantenha no período da tarde. Num dia normal, passariam 550 ligações pelos aeroportos portugueses. A grande maioria não irá realizar-se.


