João Proença: apoio a agências privadas de emprego é negativo e gravoso 
24.02.2012 - 17:43 Por Raquel Martins
João Proença
(Foto: Joana Freitas/Arquivo)O líder da UGT diz que a “possível privatização da actividade dos centros de emprego” põe em causa os direitos dos desempregados e acusa o Governo de desrespeitar o acordo de concertação social.
Numa reacção à possibilidade de o Governo vir a financiar agências privadas de emprego que coloquem desempregados não subsidiados, substituindo-se aos centros de emprego, João Proença reage com veemência e considera que as intenções são “extremamente negativas e gravosas”.
“A UGT considera que esta possível privatização da actividade dos centros de emprego colocará em causa os direitos dos desempregados. Manifestamos a nossa oposição à disponibilização dos seus dados pessoais por parte do IEFP, a qualquer título e para qualquer finalidade, excepto as inerentes à normal actividade do IEFP”, lê-se num comunicado divulgado esta tarde.
A UGT considera ainda “muito negativo” que o Governo tenha aprovado um programa de relançamento do serviço público de emprego sem o discutir previamente com os parceiros sociais.
Além disso, diz que a “eventual privatização da actividade não faz parte do acordo de concertação assinado em finais de Janeiro. É “lamentável que o Governo avance com medidas que não foram acordadas e que, inclusivamente, as justifique com a implementação do Compromisso para a Competitividade e o Emprego”, realça a central.


