PSI20
X

Mais em Economia (27 de 29 artigos)

Semedo considera que o corte no subsídio de Natal foi “um brutal agravamento da austeridade” BE defende que austeridade não acalma especulação financeira

Dívida

José Reis defende que dívidas não sejam geridas pela lógica dos mercados

05.07.2011 - 22:03 Por Lusa

<p>José Reis considera que a Moody’s ignorou completamente as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo</p>

José Reis considera que a Moody’s ignorou completamente as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo

 (Raquel Esperança)
O economista José Reis defendeu hoje que as dívidas soberanas não podem ser geridas pela lógica dos mercados e considerou que o corte no rating financeiro de Portugal foi “um balde de água fria para o Governo”.

A agência de notação financeira Moody’s cortou hoje em quatro níveis o rating de Portugal de Baa1 para Ba2, colocando a dívida do país na categoria de lixo (junk).

“Não me surpreende muito porque este processo é ilógico, irracional e insustentável”, disse José Reis, acrescentando que as dívidas soberanas não podem ser geridas de acordo com a lógica das agências de rating.

Para o director da faculdade de economia da Universidade de Coimbra, as agências de rating “são insaciáveis porque o que preconizam é pôr mais crise em cima da crise”.

O académico considerou que a Moody’s ignorou completamente as medidas de austeridade que o novo Governo tomou para fazer face à dívida soberana.

“Espero que o Governo veja que não vale a pena apostar só na austeridade. Tomou uma medida tão violenta, como o imposto extraordinário, e a agência de rating marimbou-se nisso. Foi um balde de água fria para o Governo”, disse.

José Reis defendeu que a Europa não pode deixar a dívida dos países periféricos entregue à lógica dos mercados.

“As dívidas devem ser mutualizadas, tem que haver uma solução europeia e outro papel do Banco Central Europeu”, afirmou.

José Reis integra um grupo de economistas que apresentou uma queixa contra as agências de rating alegando o prejuízo que causaram a Portugal.

Em comunicado, a agência de notação financeira Moody´s apresentou três razões que justificam a revisão em baixa e manteve o outlook (vigilância) negativo, podendo a notação da República voltar a cair em breve.

A Moody’s argumentou que existe o risco crescente de Portugal precisar de um segundo pacote de empréstimos internacionais antes de conseguir regressar aos mercados no segundo semestre de 2013.

Referiu também que existe uma “possibilidade crescente de a participação dos investidores privados ser imposta como pré-condição” para esse segundo resgate, à semelhança do que está a ser estudado no âmbito de um segundo pacote de ajuda à Grécia.

Um terceiro argumento utilizado pela Moody’s prende-se com o agravamento dos receios de que Portugal não seja capaz de cumprir a totalidade das metas de redução do défice e da dívida acordadas com a União Europeia (UE) e com o Fundo Monetário Internacional (FMI), no âmbito do empréstimo de 78 mil milhões de euros.

  • 64 leitores
  • 4 comentários

Video

URL desta Notícia

http://publico.pt/1501582

Comentário + votado

que tristeza

Se tivesses estudo na licenciatura não andavas agora a dizer asneiras.

antigo aluno

06.07.2011 14:29