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Mercado secundário

Juros da dívida portuguesa a dez e a dois anos voltam a subir

24.02.2012 - 14:05 Por Pedro Crisóstomo

<p>Juros da dívida a cinco anos estão em queda e acompanham tendência dos títulos espanhóis e italianos</p>

Juros da dívida a cinco anos estão em queda e acompanham tendência dos títulos espanhóis e italianos

 (Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP)
Os juros da dívida portuguesa com maturidades de dez e dois anos retomaram hoje a tendência de subida, ao contrário dos títulos italianos e espanhóis, que estão a acentuar a trajectória de recuo das últimas semanas.

As taxas implícitas às Obrigações do Tesouro portuguesas com prazo de dez anos praticadas nos mercados secundários avançavam ao início da tarde para os 12,81%.

Desde que a 30 de Janeiro os títulos portugueses bateram um recorde de 17% de juros na era da moeda única, as obrigações nacionais nesta maturidade iniciaram uma tendência de queda generalizada até 15 de Fevereiro, altura a partir da qual voltaram a subir, até registarem um ligeiro recuo ontem.

As obrigações com prazo de dois anos estão hoje também em alta, com uma taxa implícita de 12,84%, depois de dias consecutivos de correcção. Entre as principais maturidades da dívida portuguesa de médio prazo transaccionada nestes mercados, os títulos a cinco anos são os únicos que estão a acompanhar a tendência de recuo das obrigações espanholas e italianas.

A Itália foi hoje ao mercado primário endividar-se em 4500 milhões de euros, com taxas mais baixas na emissão principal, ao mesmo tempo que nos mercados secundários as taxas de juro da dívida recuam nos principais prazos.

Pelas obrigações a dez anos, as taxas de juro implícitas às transacções eram de 5,43%, bem abaixo do máximo deste ano, de 7,1% a 9 de Janeiro. Os títulos a cinco anos caíram para 4,2% de juros e as obrigações a dois anos para 2,8%.

As taxas espanholas seguem ligeiramente mais baixas nestes três prazos: 5% (a dez anos), 3,6% (a cinco anos) e 2,6% (a dois anos).

A Grécia continua com as Obrigações do Tesouro em máximos históricos. Pelos títulos a dez anos, os investidores pedem 37,2% de juros, pela dívida a cinco anos mais de 59% e a dois anos 274,5%.

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