Os juros exigidos pelos investidores para deterem títulos de dívida soberana portuguesa a cinco e a dez anos negoceiam hoje em máximos, depois do chumbo das novas medidas de austeridade e do corte do rating de Portugal.
De acordo com a Lusa, pelas 9:00, a yield a cinco anos negociava nos 8,53 por cento.
Neste prazo, a taxa com maturidade a cinco anos calculada pela agência de informação financeira Bloomberg negociava, em média, nos 8,534 por cento, acima dos 8,489 por cento de sexta-feira e atingindo um máximo histórico.
O spread face à dívida alemã nesta maturidade situava-se nos 590,5 pontos base.
No prazo a dez anos, a taxa negociava, em média, nos 7,825 por cento, um novo máximo e acima dos 7,786 por cento de sexta-feira.
Quanto ao spreadface à dívida alemã na maturidade a dez anos, este situava-se nos 450,6 pontos base, segundo a Bloomberg.
Já a yield exigida pelos investidores para deter a dívida portuguesa a dez anos estava em 7,82 por cento.
Depois de a semana passada ter ficado marcada pelo chumbo das novas medidas de austeridade no Parlamento, pela apresentação da demissão do primeiro-ministro e pelo corte do rating de Portugal pelas agências de notação financeira Standard & Poor’s e Fitch, os juros iniciaram uma nova semana a bater novos máximos.
Já no domingo, o governador do Banco Central da Áustria e membro do conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE), Ewald Nowotny, afirmou que do ponto de vista económico seria “recomendável” Portugal recorrer a apoio financeiro internacional.



