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Novas encomendas à indústria inverteram tendência de queda

2,163 por cento em Março

Juros implícitos no crédito à habitação continuam a subir

27.04.2011 - 11:27 Por Paulo Miguel Madeira

 (Gonçalo Santos (arquivo))
A taxa de juro implícita no conjunto do crédito à habitação continuou a aumentar em Março, agora para 2,163 por cento, o que representa mais 0,019 pontos percentuais do que em Fevereiro e mais 0,36 pontos que o seu mínimo histórico, registado em Junho do ano passado.

Para os contratos mais recentes, os celebrados nos três meses entre Dezembro do ano passado e Fevereiro deste ano, a taxa implícita foi de 3,107 por cento, revelam dados divulgados hoje pelo INE. Para estes contratos, a taxa implícita cresceu 0,044 pontos face a Fevereiro e 1,089 pontos desde que o seu valor mínimo desde que há registo, em Março de 2010.

A subida geral dos juros decorre da subida das taxas Euribor, a que estão indexados os valores das taxas de juro de grande parte do crédito no país, e no caso dos contratos mais recentes também de margens (spreads) cada vez mais elevados face às taxas indexantes.

As prestações médias foram de 263 euros para o conjunto dos contratos em vigor e de 348 euros para os celebrados nos três meses terminados em Março, o que representa respectivamente um acréscimo de um euro e uma diminuição de quatro euros face a Fevereiro.

A taxa de juro implícita no crédito à habitação representa a relação entre os juros totais vencidos no mês de referência e o capital em dívida no início desse mês.

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