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Lisboa fecha em queda ligeira num dia de perdas mais acentuadas na Europa

22.02.2012 - 18:07 Por Lusa

<p>Bancos destacaram-se pela negativa na sessão de hoje</p>

Bancos destacaram-se pela negativa na sessão de hoje

 (Foto: Gonçalo Português )
O principal índice da bolsa portuguesa (PSI20) encerrou a sessão de hoje a baixar uns ligeiros 0,07% para 5.597,98 pontos, pressionado pela banca, mas registou uma desvalorização menor do que as quedas dos pares europeus.

Dos 20 títulos que compõem o principal índice da bolsa portuguesa, 16 subiram e apenas quatro valorizaram.

As acções dos bancos estiveram hoje em destaque pela negativa, com o BCP a liderar as quedas ao recuar mais de 4% para 0,17 euros, seguindo-se-lhe o BPI, que baixou 2,54% para 0,58 euros e o BES, que perdeu 2,14% para 1,69 euros. Já o Banif fechou o dia a perder 1,46% para 0,34 euros.

A Zon, a Sonaecom e a Brisa também desceram mais de 1% para 2,46 euros, 1,25 euros e 2,4 euros, respectivamente.

Pela positiva, nota para a Galp Energia, que somou 2,66% para 12,94 euros. A petrolífera foi acompanhada pela subida significativa da Jerónimo Martins, que ganhou 1,16% para 13,05 euros. Ambas as empresas, dado o seu peso sobre o PSI20, impediram que a bolsa portuguesa registasse uma descida maior.

No resto da Europa, o dia foi de quedas, que variaram entre os 0,17% de Londres e os 1,26% de Madrid.

A divulgação de indicadores macroeconómicos na zona euro (os PMI sobre os serviços e a indústria), que foram piores do que os especialistas estimavam, acabou por instalar um sentimento negativo entre os investidores, também influenciados pelas notícias relativas à Grécia.

A agência de notação financeira Fitch cortou hoje o rating da Grécia em dois níveis de CCC para C, penúltimo nível da escala. E o Governo grego reviu as projecções para o défice orçamental este ano de 5,4 para 6,7% do Produto Interno Bruto (PIB) grego devido ao agravamento da recessão em 2011.

A situação na Grécia, a que se junta uma conjuntura recessiva “mais profunda do que a esperada”, está a penalizar Wall Street, com os investidores apreensivos face à evolução da economia europeia e mundial, disseram analistas citados pela agência de informação Bloomberg.

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