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Lucro do Crédito Agrícola sobe 47% para 53,3 milhões em 2011

23.02.2012 - 17:23

<p>João Costa Pinto afirma que há uma menor procura de crédito </p>

João Costa Pinto afirma que há uma menor procura de crédito

 (Foto: Daniel Rocha )
O resultado líquido do Crédito Agrícola (CA) atingiu 53,3 milhões de euros no ano passado, um crescimento de 46,8% face ao lucro de 36,3 milhões de euros obtidos em 2010, revelou hoje o banco.

“É uma recuperação muito significativa face a 2010. Consideramos que é um resultado global muito positivo face à conjuntura desfavorável”, afirmou João Costa Pinto.

O presidente do CA falava durante a conferência de apresentação das contas, a decorrer em Lisboa, explicando que a entidade que lidera conseguiu escapar aos prejuízos dos maiores bancos portugueses em 2011 por ter “uma operação bancária com características muito especiais”, nomeadamente, devido à aposta na banca de proximidade com os clientes.

“Claro que o Crédito Agrícola está a ser afectado pela conjuntura adversa, mas temos uma situação de conforto”, sublinhou, apontando para a liquidez, e a solvabilidade e capital.

Um dos reflexos da crise sobre o CA foi o aumento de 6,7% das provisões de 2011, face ao ano anterior, para 111,5 milhões de euros, face às “maiores dificuldades de cumprimento por parte dos clientes”, explicou.

“É nas empresas onde mais tem subido o crédito vencido, mas não mais do que a média do sistema”, sublinhou Costa Pinto.

O produto bancário cresceu 5,9% para 472 milhões de euros, ao passo que a margem financeira subiu 12,1% para 342,5 milhões de euros. Já os custos globais aumentaram 2% para 305 milhões de euros.

O rácio de transformação de recursos em crédito situou-se, no final de Dezembro, abaixo dos 90% (86,9%), um valor muito melhor do que o rácio de 120 %que a ‘troika’ impõe à banca portuguesa para o final de 2014.

Já o rácio core tier 1 está acima dos 12%, quando a ‘troika’ exige que os bancos nacionais atinjam um rácio mínimo de 9%.

Os depósitos de clientes baixaram 1% para 9.883 milhões de euros, isto, apesar de o banco ter “adoptado uma postura defensiva perante a agudização da concorrência” na captação de recursos, salientou o banqueiro. No que toca ao crédito a clientes, a queda de 0,2%para 8.587 milhões de euros é reduzida, sobretudo, face à actual conjuntura do sector.

“Atribuo esta ligeira queda a uma menor procura de crédito e não a qualquer restrição da capacidade de resposta do CA”, afirmou. “O crédito concedido às pequenas e médias empresas (PME) tem um peso de 46%, o mais alto, em termos relativos, da banca portuguesa. E subiu 1% face a 2010, pelo que o CA não só não tem restringido crédito às empresas, como tem apoiado os seus clientes”, frisou o gestor.

E acrescentou: “A exposição acentuada que temos às PME significa uma diversificação do risco. E também é um contributo ímpar para um sector crucial, ou não fossem as PME responsáveis por grande parte do emprego em Portugal”.

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Esta notícia está a passar despercebida...

... e não merece. Revela um banco que consegue obter bons resultados, mesmo neste Portugal, mesmo ...

Qassandra Qatastrophe

23.02.2012 21:26