A Société Générale, segundo maior banco francês, anunciou hoje um lucro de 1,1 mil milhões de euros no primeiro trimestre, em baixa de 23 por cento face a igual período do ano anterior.
O lucro anunciado superou a média de previsões dos analistas consultados pela agência Bloomberg, que era de 949 milhões de euros. O banco viu o seu lucro divido por cinco em 2007, caindo para 947 milhões de euros, na sequência da actuação de um dos seus traders, Jérôme Kerviel, e da crise do "subprime", o crédito hipotecário de alto risco nos Estados Unidos. O custo da crise dos créditos americanos cifra-se ainda este trimestre em 513 milhões de euros, mas é compensado por uma mais-valia excepcional de 602 milhões de euros ligada à criação da sua filial de corretagem comum com o Crédit Agricole, Newedge, que fez aumentar o resultado líquido.
"O êxito do aumento de capital" de 5,5 mil milhões de euros lançado em Março permitiu "preservar o nosso fundo de comércio e retomar sem demora o nosso desenvolvimento", assegura o banco num comunicado. "No total, confrontado com um acontecimento de uma gravidade excepcional, o grupo demonstra neste trimestre a sua capacidade de resistência e a sua capacidade de retoma", acrescenta o banco.
Jérôme Kerviel, trader de 31 anos, é acusado de transacções bolsistas fraudulentas e mal-sucedidas, que custaram 4,9 mil milhões de euros à Société Générale.



