Lucros do Santander caíram 35% em 2011, devido a fortes provisões 
31.01.2012 - 09:22 Por Lusa, PÚBLICO
O banco espanhol Santander obteve em 2011 lucros líquidos de 5351 milhões de euros, menos 35% do que em 2010, informou hoje a entidade.
Os lucros devem-se em grande parte ao reforço das dotações e provisões, que no ano passado ascenderam a 3183 milhões de euros, de acordo com o Banco.
Entre as provisões extraordinárias, segundo a informação remetida à Comissão Nacional de Mercado de Valores (CNMV), contam-se 1812 milhões de euros brutos para activos imobiliários em Espanha, elevando de 31 para 50% a cobertura dos imóveis adjudicados.
Descontadas as provisões, o lucro foi de 24.373 milhões de euros, mais 2%, com o lucro recorrente a atingir 7021 milhões de euros, menos 14 por cento.
A entidade explica ter atingido já os 9% de core capital exigido pela European Banking Agency (EBA) até 30 de Julho de 2012, valor que aumenta para 10,02% segundo os critérios BIS II.
Recitas a subir e custos a cair
Na nota remetida à CNMV, o maior banco espanhol e da zona euro explica que as receitas cresceram 5%, para 44.300 milhões de euros, com os custos a caírem 19.900 milhões (9%) e o rácio de eficiência a situar-se nos 44,9%.
O volume de crédito situou-se nos 750 mil milhões de euros e os depósitos atingiram 639 mil milhões, com aumentos respectivos de 4% e de 3%. “O excedente de liquidez permite enfrentar 2012 sem necessidade de emissões de dívida em Espanha e Portugal”, refere o banco.
No final do ano, o crédito malparado era de 3,89 por cento – mais 0,34 por cento –, cerca de dois pontos abaixo da média do sector.
Pela primeira vez a América Latina é responsável por mais de metade dos lucros do grupo – 51%, sendo que do Brasil são já 28% –, seguindo-se a Europa Continental (31 por cento) e o Reino Unido (12%).
Na América Latina o lucro atribuído foi de 4664 milhões de euros, o crédito aumentou 18% e os depósitos cresceram 4%. No Brasil, o lucro atribuído foi de 2610 milhões de euros (menos 7%), com o crédito a crescer 20% e os depósitos a aumentarem 13%.


