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Dados do Banco de Portugal

Crédito malparado recuou mas continua próximo de máximos históricos

06.02.2012 - 21:23 Por Pedro Crisóstomo

<p>No crédito ao consumo, 1383 milhões eram de cobrança duvidosa em Dezembro</p>

No crédito ao consumo, 1383 milhões eram de cobrança duvidosa em Dezembro

 (Foto: Thierry Roge/Reuters)
Depois de ter batido um novo recorde em Novembro, o peso do crédito malparado sobre o total de empréstimos concedidos pelos bancos aos particulares caiu no último mês de 2011. No entanto, a percentagem de empréstimos considerados de cobrança duvidosa continua próxima de valores recorde. Nas empresas, o comportamento é idêntico.

Entre créditos ao consumo e empréstimos à habitação, 3,27% do financiamento concedido a particulares era considerado de cobrança duvidosa, mostram dados preliminares hoje divulgados pelo Banco de Portugal.

De 139.795 milhões de euros de empréstimos concedidos, 4577 milhões eram considerados crédito malparado.

Este recuo acontece, por norma, no final de cada trimestre, quando as instituições procuram vender carteiras de crédito para fazer diminuir o incumprimento nos seus balanços.

No crédito ao consumo, o malparado voltou também a recuar. Enquanto em Novembro representava 9,94%, em Dezembro caiu para 9,16%, mas continua, ainda assim, acima de qualquer valor alguma vez registado até Julho do ano passado. Em 15.094 milhões de euros concedidos para o consumo, 1383 milhões eram de cobrança duvidosa, no último mês de 2011.

Já no crédito à habitação, 1,86% dos empréstimos concedidos eram considerados cobrança duvidosa, ou seja, 2103 milhões de euros em relação aos 113.035 milhões de euros totalizados em Dezembro em empréstimos à habitação.

O crédito de cobrança duvidosa nas empresas esteve também a aumentar até Novembro, mês em que atingiu um recorde de 6,55% face ao total de empréstimos, mas registou igualmente um recuo em Dezembro. No último mês de 2011, representava 6,09% do total.

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