Mário Lino reafirmou hoje a intenção de se manter no Governo
(Carlos Lopes/PÚBLICO (arquivo))O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, defendeu hoje que a decisão de construir o aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete, no Montijo, justifica uma renegociação do contrato com a Lusoponte, mas sem se comprometer com a baixa das portagens nas pontes sobre o Tejo.
"Como é óbvio isto introduz aqui uma alteração que justifica que se inicie um processo de discussão com a Lusoponte com vista a repensar o contrato", afirmou Mário Lino.
Questionado sobre se o objectivo é baixar as portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama, Mário Lino escusou-se a confirmar. "Não... Olhar [para o contrato] e decidir depois", afirmou Mário Lino, que respondia a perguntas dos jornalistas no final do debate parlamentar sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa.
O ministro insistiu que "há alterações das condições e que se justifica olhar outra vez em conjunto" para o contrato de concessão com a Lusoponte.
A edição de hoje do "Correio da Manhã" noticia, citando "fontes governamentais", que a construção do novo aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete "vai levar o Governo a pôr em cima da mesa a descida dos preços das portagens das pontes de travessia do Tejo".
De acordo com este jornal, o Governo prepara-se para invocar "o interesse nacional" nas negociações com a Lusoponte, concessionária das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama.
A construção do aeroporto em Alcochete implica a construção de uma terceira ponte sobre o Tejo, tendo o Governo anunciado que será uma travessia ferro-rodviária entre Chelas e Barreiro.
Sobre os prazos para um eventual encerramento do aeroporto da Portela, Mário Lino escusou-se a responder alegando que para já o Governo está atrasado e tem que avançar "com este processo" do novo aeroporto em Alcochete.
Questionado sobre se irá manter-se no Governo, Mário Lino foi taxativo: "Não sei qual é a dúvida", afirmou.



