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Bruxelas apresentou propostas para reduzir risco de transacções financeiras

Debate do orçamento alemão para 2011

Merkel admite que Alemanha teria muitas dificuldades em superar a crise sem o euro

15.09.2010 - 11:13 Por Lusa

 (Hannibal Hanschke/ Reuters/ arquivo)
A chanceler alemã, Angela Merkel, admitiu hoje que, sem o euro, a Alemanha teria tido mais dificuldades em superar a crise económica e financeira internacional e ficaria à mercê das oscilações cambiais na Europa, seu principal mercado.

“Se não tivéssemos o euro durante esta crise, um país exportador como a Alemanha seria muito, muito influenciado pelas turbulências cambiais no nosso principal mercado, a Europa”, disse a chefe do Governo germânico, em Berlim, durante o debate sobre o Orçamento do Estado para 2011.

A crise também mostrou, na opinião de Merkel, que a solidez dos orçamentos nacionais e os potenciais de crescimento na União Europeia “não estão bem distribuídos” e que vários países não respeitaram os princípios do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC).

Merkel acusou depois a oposição social democrata (SPD) de ter “falhado historicamente” em duas ocasiões, no que se refere à protecção da moeda única.

Lembrou então que o anterior chanceler Gerhard Schroeder, em 2004, “suavizou” o PEC, “contra a opinião do seu próprio ministro das Finanças”.

Interesse nas negociações com a Grécia

O segundo episódio, mais recente, foi a abstenção do SPD na votação no Parlamento alemão para aprovar o fundo de resgate do euro, considerado essencial para ultrapassar a crise da dívida pública que afecta alguns países, sobretudo a Grécia.

“Esperávamos que, pelo menos, nos tivessem ajudado a defender os interesses da Alemanha nas negociações com a Grécia sobre a protecção do euro”, afirmou Merkel, dirigindo-se à bancada do maior partido da oposição.

No mesmo contexto, a chanceler lembrou que levou dois meses para “convencer a Europa de que primeiro os países membros tinham de poupar” e só depois devem beneficiar da solidariedade comunitária.

“Se nos tivessem ajudado, talvez tudo tivesse sido mais rápido”, disse Merkel ao líder da oposição, Sigmar Gabriel.

Mercados financeiros “têm de ser” regulados

No que se refere à regulação dos mercados financeiros, na sequência da crise, a dirigente conservadora afirmou que o processo “ainda não está no fim, apesar de se ter conseguido alguma coisa”.

Lembrou, neste contexto, que já há uma supervisão europeia, e que, apesar de ter sido criticada a nível internacional, a Alemanha avançou com medidas para regular os derivados financeiros e o short selling(vendas de activos que não se possui).

“Esperamos agora que a União Europeia também regule devidamente os derivados”, acrescentou a chanceler.

Além disso, Berlim continuará a empenhar-se a favor de um imposto internacional sobre transacções financeiras e prosseguirá conversações com países mais reticentes para encontrar um denominador comum, anunciou Merkel.

“Mantemos o credo que de todos os produtos, todos os actores e todos os participantes no mercado financeiro têm de ser sujeitos a regulação”, garantiu ainda.

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Comentário + votado

Alemanha, claro...

Melhor dizendo, srª Merkel que a Alemanha sem o Euro estaria como a Grécia ou será ...

Hélio Veríssimo Cleto

15.09.2010 13:26