Strauss-Kahn, director do FMI, está receptivo ao pedido do México
(REUTERS/Yuri Gripas)O México pediu ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para reforçar a sua linha de crédito, passando de 47 a 73 mil milhões de dólares (35 a 55 mil milhões de euros).
O anúncio foi feito hoje pelo director do FMI, Dominique Strauss-Kahn, que disse estar receptivo a este pedido do México.
Esta linha de crédito flexível (Flexible Credit Lin), no valor de 47 mil milhões de dólares, foi aberta no ano passado e é um dos instrumentos financeiros que permite ao FMI conceder empréstimos a países que sofreram o impacto da crise financeira e económica internacional.
“Tal como as autoridades mexicanas, penso que uma duração prolongada e um empréstimo maior podem ter um papel importante na continuação do apoio à estratégia do México e na manutenção da confiança do estrangeiro no país”, disse Strauss-Kahn, em visita ao México. O director do FMI disse que a instituição iria responder o mais rapidamente possível a este pedido.
A economia do México, a segunda da América Latina depois do Brasil, sofreu os efeitos da recessão mundial do ano passado, registando um recuo de 6,5 por cento no Produto Interno Bruto (PIB). Este ano, o país deverá conseguir crescer cinco por cento, de acordo com as previsões do Banco Central do México.
Além do México, só dois países – a Colômbia e a Polónia – têm actualmente empréstimos no âmbito da linha de crédito flexível.



