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Conferência sobre crise da dívida soberana

Ministro pede maior desendividamento à banca e testes de resistência mais exigentes

28.02.2011 - 12:26 Por Lusa, PÚBLICO

<p>“Pedir mais capital aos bancos é um erro histórico”, disse Fernando Ulrich</p>

“Pedir mais capital aos bancos é um erro histórico”, disse Fernando Ulrich

 (Ricardo Brito/ arquivo)
O ministro das Finanças considerou hoje que é fundamental que a banca “desenvolva esforços de desalavancagem” (desendividamento), que reforce a sua base de capital e que sejam realizados novos e mais exigentes testes de resistência (stress) aos bancos “tão cedo quanto possível”.

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, considerou por seu lado, na intervenção posterior, um “erro histórico” a intenção do Governo de pedir um reforço da base de capital do sistema bancário e criticou a ideia de novos teses de resistência.

Na abertura da II Conferência Reuters-TSF, com os presidentes dos cinco maiores bancos em Portugal na audiência, Teixeira dos Santos elogiou a “forma exemplar” como o sector financeiro “enfrentou e resistiu nestes anos de crise”, mas pediu uma maior desalavancagem para que exista esse reforço da confiança.

“Não esquecendo a forma exemplar como o nosso sector financeiro enfrentou e resistiu nestes anos de crise, temos de tomar medidas significativas neste sentido para reforçar ainda mais o sector financeiro, para termos por essa via ainda mais confiança dos mercados”, disse o governante.

Para tal, disse Teixeira dos Santos, é fundamental que a o sector “desenvolva esforços de desalavancagem” porque “são fundamentais para reduzir as necessidades de financiamento”, explicando como a seu ver isso pode ser feito.

“Essa desalavancagem [deve ser feita] ora pela alienação de activos, não fundamentais à sua actividade, ora proporcionando ao sector bancário iniciativas que promovam a sua capacidade de captação de depósitos”, indicou.

O ministro indicou ainda que têm de ser realizados testes de stress rapidamente e com maior exigência. “Importa que realizemos tão cedo quanto possível novos ‘stress tests’, desta vez mais exigentes”, disse.

Teixeira dos Santos indicou ainda que o Governo tem vindo a trabalhar com o Banco de Portugal para que, “a muito breve prazo”, seja lançada “uma iniciativa de estimulo à poupança nacional” que pretende também aumentar a capacidade de angariação interna de recursos do sistema financeiro.

Segundo Teixeira dos Santos, o objectivo final passa também por que a banca “seja robustecida, que reforce a sua base de capital, o que melhora a confiança e a capacidade de obtenção de liquidez”.

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, considerou por seu lado, na intervenção posterior, um “erro histórico” a intenção do Governo de pedir um reforço da base de capital do sistema bancário.

“Pedir mais capital aos bancos é um erro histórico”, disse Fernando Ulrich, que também se manifestou contra a intenção de fazer novos testes de resistência (stress): “Fizeram-se testes de stress e como foram bons é porque não foram exigentes. O que se quer é sangue”, concluiu Fernando Ulrich.

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--A L T O L Á ! ! ! explique lá melhor, sr ministro. O que é que se passa com ...

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28.02.2011 14:20