A agência de notação financeira Moody’s cortou hoje o rating a sete bancos portugueses. Dos quatro submetidos aos testes de stress europeus, que superaram com nota positiva, apenas o BPI escapou a um corte da sua nota de risco da dívida para “lixo”.
A Caixa Geral de Depósitos, o BCP e o BES (três dos bancos submetidos aos exames de resistência) viram a nota de risco da sua dívida reduzida à categoria de “lixo” financeiro. O seu rating desceu, ainda assim, para a classificação Ba1, um nível acima do nível em que está avaliada a dívida da República portuguesa.
A Espírito Santo Financial Group, holding que detém o BES viu também a sua nota descer de Baa1 para Ba2 (o mesmo nível da classificação da dívida do Estado).
A nota do banco presidido por Faria de Oliveira foi a que mais caiu, três níveis (até agora, estava classificado em Baa1). A nota da instituição liderada por Carlos Santos Ferreira caiu um nível (de Baa3) e a do banco presidido por Ricardo Salgado desceu dois níveis, de (Baa2).
O BPI viu também o seu rating revisto em baixa, mas foi das quatro instituições portuguesas que foram a provas a única cuja avaliação não caiu para o nível “lixo”. Ficou em Baa3, a um passo do nível em que está classificado como não tendo categoria de investimento.
A redução em um nível da dívida do Santander Totta, de A3 para Baa1, deixa também este banco a dois níveis da classificação de “lixo”.
Já o Montepio, que estava avaliado como “lixo”, viu a sua nota cair de Ba1 para Ba2 (o mesmo nível da classificação da dívida do Estado).
A revisão decorre do corte (para “lixo”) que a mesma agência fez à nota de risco da dívida de Portugal a 5 de Junho. Já depois disso, a dívida com garantia estatal emitida pela CGD, BCP e BES baixou igualmnente para “lixo”.
Notícia actualizada às 21h47



