Em 2009 a construtora Mota-Engil lucrou 79 milhões de euros, o dobro do valor registado no ano anterior ( 39 milhões de euros).
A empresa vai propor aos seus accionistas o pagamento de um dividendo de 11 cêntimos por acção, em linha com a tendência de remuneração do capital que adoptou em 2008.
Em comunicado enviado à Comissão do Marcado e Valores Mobiliários (CMVM) a empresa liderada pelo ex-ministro das Obras Públicas do PS, Jorge Coelho, revela que o volume de negócios da Mota Engil cresceu 14 por cento, com vendas de 2,1 mil milhões de euros. A carteira de encomendas (“contratos ganhos no âmbito das concessões das concessões de estradas em Portugal, bem como na Eslováquia”) cifrou-se em 3,6 mil milhões de euros.
Os lucros de 79 milhões de euros, em 2010, beneficiaram dos ganhos extraordinários obtidos pela posição da Martifer e pela mais-valia obtida com a venda da posição na Repower. Se excluirmos estes impactos a Mota Engil terá obtido um lucro de 31,3 milhões de euros, mais 12,9 por cento que no ano transacto.
O EBITDA caiu para 304,3 milhões de euros (resultados antes de impostos, juros, depreciação e amortizações), valor que em 2008 era 311 milhões de euros. As acções da Mota-Engil estão a negociar em terreno negativo.



