• Portugal precisa de pão, vinho e azeitonas
  • Serralves: a festa começou em forma de baile
  • O embaixador da nova agricultura portuguesa
PSI20
X

Mais em Economia (32 de 32 artigos)

Passos disse que fará tudo para que não haja um segundo resgate Primeiro-ministro diz que “não há nenhum problema” com sistema financeiro português

“Não há razão nenhuma para que se fale de incumprimento” em Portugal, diz Durão Barroso

03.02.2012 - 22:02 Por Lusa

Portugal tem vindo a executar “com êxito” o programa de assistência internacional e não existem motivos “para que se fale em incumprimento”, disse nesta sexta-feira numa conferência em Lisboa o presidente da Comissão Europeia (CE), José Manuel Durão Barrroso.

“Portugal tem vindo a executar o programa de assistência com êxito e com a aprovação dos seus parceiros europeus e internacionais. Não há pois neste momento qualquer razão objectiva para se fale em incumprimento ou para que se alimentem cenários catastrofistas”, frisou o responsável europeu.

Durão Barroso participou na tarde de hoje na sessão comemorativa dos 175 anos da Associação Industrial Portuguesa-Câmara de Comércio e Indústria (AIP-CCI), que decorreu no Centro de Congressos de Lisboa.

No seu discurso, e após ter sido contemplado com o título de presidente honorário da AIP, o chefe do executivo de Bruxelas reconhecer que a “magnitude do ajustamento necessário” está a implicar uma contracção económica, mas sublinhou ser importante reconhecer “que Portugal está a cumprir e que Portugal vai no bom caminho”.

Num discurso em tom optimista, Durão Barroso considerou que as dificuldades de hoje “serão a força de amanhã”, e prognosticou uma “economia renovada” que vai voltar a criar riqueza e empregos.

“Estou convencido, sinceramente convencido, como presidente da Comissão Europeia mas também como português, que Portugal vai conseguir ultrapassar as presentes dificuldades e que os portugueses vão poder de novo encarar o futuro com confiança”, referiu.

Na sua longa alocução, sob o tema “A Europa de hoje e o futuro”, o presidente da CE tinha antes sublinhado a

“Indispensável necessidade de reformas” para tornar as economias europeias mais competitivas num mundo global, mas que deverão preservar “a nossa economia social de mercado, aquilo a que justamente se chama o modelo social europeu”.

Durão Barroso assegurou ainda o empenho do executivo europeu em corrigir as atuais dificuldades e voltou a destacar as medidas que o governo de Pedro Passos Coelho tem vindo a aplicar.

“Portugal está a fazê-lo com grande coragem e determinação e os esforços notáveis de Portugal começam aliás a ser internacionalmente reconhecidos”, sustentou.

A sessão comemorativa dos 175 anos da AIP contou com a presença do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e dos ministros dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, da Economia, Álvaro Santos Pereira, e da Administração Interna, Miguel Macedo, além do presidente da direcção da AIP, José Eduardo Carvalho, e de Rocha de Matos, presidente do conselho geral.

Na sessão, foram ainda entregues diplomas e medalhas a diversas individualidades presentes, onde se destacavam o ex-Presidente da República Ramalho Eanes, que discursou em nome dos homenageados.



  • 137 leitores
  • 0 comentários

Video

URL desta Notícia

http://publico.pt/1532197

Comentário + votado