O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) aponta a vasta experiência de Carlos Costa no sector para considerar que o futuro governador do Banco de Portugal tem o perfil para o cargo e a capacidade de tranquilizar a banca.
O perfil do Dr. Carlos Costa enquadra-se perfeitamente nas funções que irá desempenhar como governador do Banco de Portugal", disse hoje à agência Lusa António de Sousa, sublinhando que o economista "tem uma carreira de muitos anos na banca".
O presidente da APB recordou que Carlos Costa trabalhou "primeiro no antigo Banco Português do Atlântico e mais recentemente na Caixa Geral de Depósitos. Esteve muitos anos em Bruxelas, conhece muito bem a banca a nível internacional. É, desde há 3 anos, vice-governador do BEI, o que lhe permitiu conhecer bem o sistema bancário europeu".
Por isso, considerou que Carlos Costa "reúne todas as condições para ser governador do Banco de Portugal: conhece bem a banca nacional, a europeia e a internacional e está muito habituado às negociações a nível europeu. A Banca fica tranquila com esta nomeação".
Quanto aos principais desafios do governador, António de Sousa disse que são, "fundamentalmente", dois, nomeadamente "ter um papel activo na regulação financeira que está, actualmente, a ser discutida a nível europeu e a sua aplicação em Portugal" e "dar confiança aos mercados na economia portuguesa".
O economista Carlos Costa, que até agora foi vice-presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI), foi hoje nomeado governador do Banco de Portugal, tendo uma vasta experiência no sector bancário e na integração de Portugal na Comunidade Europeia.
Com a ida de Vítor Constâncio para a vice-presidência do Banco Central Europeu (BEI) a 1 de Junho, Carlos Costa retorna a Portugal, depois de três anos no Luxemburgo.
Com 60 anos, licenciou-se em economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, em 1973, a mesma que deu o diploma ao ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos.
O economista foi também membro do conselho de administração e director executivo da Caixa Geral de Depósitos entre 2004 e 2006 e ocupou idêntico cargo no Banco Nacional Ultramarino (BNU) e no Banco Caixa Geral (Espanha).



