Obama garante lei histórica
(Jim Young (Reuters))O Presidente norte-americano, Barack Obama, deu ontem luz verde à lei que faz a maior reforma da regulação do sector financeiro desde a Grande Depressão de 1929.
A lei, que alguns membros do Partido Republicado já ameaçaram revogar mal cheguem ao poder, vai, segundo a agência Associated Press, revolucionar Wall Street e deixar um legado da era Obama.
“O objectivo é garantir que toda a gente segue as mesmas regras, de forma a que as empresas possam competir pelos preços e pela qualidade e não através de truques e armadilhas. Requer uma maior prestação de contas e responsabilidade de todos”, frisou Barack Obama na quarta-feira.
Entre outras alterações, o diploma prevê a criação de um conselho que tem como missão identificar os riscos do sistema financeiro que podem ameaçar a economia e permite que a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), possa dissolver entidades entidades problemáticas.
O diploma restringe ainda a possibilidade dos bancos converterem receitas próprias em operações especulativas através de fundos de alto risco e de hedge funds. Estas operações estarão limitadas a um máximo de três por cento das suas receitas próprias.
Cria-se também, no seio da Reserva Federal, uma nova agência independente que assegure que o consumidor tem acesso a uma informação clara e verdadeira sobre os produtos financeiros (hipotecas, empréstimos e cartões de crédito) e respectivos encargos.
“O povo americano nunca mais vai ser convidado a pagar a conta pelos erros de Wall Street”, sublinhou Barack Obama.
A assinatura da lei surge dois anos depois da crise do sector financeiro ter estalado nos Estados Unidos, arrastando a economia para uma das mais graves recessões da história.
“O processo de aprovação da lei não foi tarefa fácil. Para o conseguir tivemos que ultrapassar lóbis e interesses poderosos”, disse o presidente norte-americano.
(notícia actualizada às 12H00)



