OCDE, FMI, e Banco Mundial querem debate alargado nas soluções para a crise 
28.04.2010 - 18:50 Por Luísa Pinto
Os representantes de seis das principais instituições políticas e económicas do mundo acabam de divulgar um comunicado conjunto a sublinhar a intenção de continuarem os esforços para debelar os efeitos da crise financeira. E pedem ao G20 para alargar a outras instituições a discussão para a saída da crise
A chanceler alemã Angela Merkel, o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, os directores gerais das agências da Nações Unidas especializadas no Comércio e no Trabalho, Pascal Lamy e Juan Somavia, o director do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, e o presidente do Banco Mundial, Robert B. Zoellick, sublinharam hoje que a acção determinada e coordenada de todos na reacção à crise financeira mundial já trouxe a economia global para as rotas de crescimento. Mas, sublinham, “a crise ainda não está ultrapassada e o desemprego continua elevado”
No comunicado divulgado sublinham que apenas “uma economia global sustentável pode continuar a garantir o crescimento da riqueza, sem prejudicar as gerações futuras”. Mais do que nunca, defendem, é necessário alcançar “um amplo consenso, suportado pelos Estados e pelas organizações internacionais” que ajude a prevenir “os excessos de mercado” e a trabalhar para evitar futuras crises. Por isso, apelam, “seria muito útil que no seio do G20 se iniciasse um processo de discussão nestas tão importantes áreas”, não esquecendo os contributos que lhe poderão chegar de outras instituições.
“Uma vez que o G20 se estabeleceu a ele próprio como fórum privilegiado para a cooperação económica internacional, é importante que coopere com outras redes, como sejam os diferentes governos, as organizações internacionais e outros”, apelam, lembrando que a “garantia do desenvolvimento sustentável da economia global a longo termo, assentará num diálogo verdadeiro entre os países desenvolvidos e e as economias emergentes”. Pedem, por isso, que os países anfitriões das cimeiras deste ano do G20, o Canadá e a Coreia, possam “ter em especial atenção estas matérias”


