Olli Rehn: Portugal está a fazer “bons progressos” na sustentabilidade orçamental 
02.02.2012 - 15:31 Por Lusa
O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, disse hoje que Portugal está a fazer “bons progressos” na implementação do programa de ajuda económica externa, nomeadamente na garantia de uma melhor sustentabilidade orçamental e competitividade.
“Apesar dos seus recentes e elevados custos de financiamento, Portugal está a fazer bons progressos com o seu programa para garantir a sustentabilidade orçamental e melhorar a competitividade”, declarou Rehn numa conferência em Haia, na Holanda.
Sobre a actual crise da dívida, o comissário lembrou que os tratados europeus “dizem muito claramente” que os Estados-membros da União Europeia (UE) devem considerar as suas políticas económicas como “uma questão de interesse comum”, o que nem sempre tem sucedido. “Temos pago, e ainda estamos a pagar caro, pela nossa negligência neste respeito”, considerou.
As novas regras sobre a governação económica, recentemente debatidas em Bruxelas pelos líderes e chefes de Governo da UE, requerem uma abordagem “nova e mais profunda para a integração económica”, com base numa “compreensão clara de interdependência e de responsabilidade entre os Estados-membros dentro de uma união económica e monetária”.
Novo pedido de reformas estruturais
“Este ano será o ano em que a futura governação do euro será determinada. E será o ano em que uma forte união monetária será finalmente complementada por uma união cada vez mais económica”, reclamou Olli Rehn.
O comissário voltou a pedir aos países em dificuldades a aplicação de reformas estruturais, tidas como essenciais para potenciar o crescimento e económico, e que devem ser “de longo alcance, compreensivas e convincentes”, podendo atingir áreas como o mercado de trabalho ou o sector público.
“Qual é a principal razão para a turbulência no mercado de dívida soberana? Evidentemente, é uma falta de confiança e segurança”, sustentou, pegando no exemplo da Grécia, que deve atingir “progresso decisivo” nas reformas para ultrapassar o problema da confiança dos mercados.
A moeda única “veio para ficar” e a actual reforma da governação económica fará com que o euro “saia mais forte da crise actual” – , concluiu o membro da “Comissão Barroso”.


