Posição do Loas fragiliza governo liderado por Lucas Papademos.
(Reuters)O líder do partido de extrema-direita LAOS, o mais pequeno dos três partidos que apoiam o primeiro-ministro Lucas Papademos, anunciou hoje e não vai votar favoravelmente o programa de austeridade severa que é exigido ao país para obter um segundo resgate financeiro.
"Expliquei aos outros líderes políticos que não posso votar este contrato de empréstimo" , afirmou George Karatzaferis, em conferência de imprensa.
O LAOS tem 15 deputados num parlamento de 300 lugares, dominado pelo PASOK socialista e pelo partido conservador nova democracia, que tem apoiado o governo dos Papademos.
“ A humilhação foi-nos imposta, não posso tolerar isto”, declarou George Karatzaferis aos jornalistas.
A decisão do líder do LAOS deixa fragiliza ainda mais a situação da Grécia, numa altura em que a Europa pede medidas adicionais e exige que o pacote de austeridade seja aprovado no Parlamento. Só depois disso será concedida uma nova ajuda financeira de 130 mil milhões de euros, que salvará o país de uma bancarrota descontrolada.
Notícia corrigida às 15h50: Foi corrigido o nome do partido.



